Intimidade Feminina

14 de dezembro de 2009.
Saúde Íntima da Mulher
Use sabonete neutro ou produtos apropriados para a higiene da região genital.
- Evite os sabonetes comuns e os que contém cremes hidratantes. Esses são ótimos para a pele, mas péssimos para a vagina. Pode-se ter dois sabonetes, um para as mucosas, outro para o resto do corpo.
- Evite desodorantes íntimos e produtos como talcos e perfumes.
- Evite excessos, como lavagens exageradas na região genital, que podem retirar a proteção natural da vagina.
- Use roupas leves, que não comprimam a região genital.
- Evite o uso excessivo de tecidos sintéticos e jeans.
- Dê preferência a calcinhas de algodão em relação às de tecidos sintéticos, como a lycra.
- Lave as calcinhas com sabão de coco ou sabonete neutro. Não use amaciante, nem água sanitária nas peças. Do contrário, é preciso se certificar de que não restaram resíduos dos produtos no tecido.
- Seque a roupa íntima em locais secos e arejados, de preferência expostas ao sol. Não deixe as calcinhas secarem em banheiros e outros locais abafados.
- Não passe muito tempo com biquínis molhados.
- A depilação deve ser feita de forma cautelosa. É preciso observar as condições de higiene do local que oferece o serviço e se certificar que a cera é descartável. Antes e após o procedimento deve ser feita a limpeza da área para evitar a contaminação por germes.
- Durante a menstruação, troque o absorvente quantas vezes for necessário, dependendo do fluxo, e com um mínimo de três vezes. A cada troca, fazer a higiene local.
- O uso de absorventes diários não é recomendado. Eles impermeabilizam e impedem a transpiração da região genital, favorecendo a instalação de fungos e bactérias.
- Absorventes internos podem ser usados desde que trocados com regularidade.
- Evite papel higiênico colorido ou perfumado. Eles podem agredir a mucosa.
- Jamais use duchas vaginais sem prescrição médica.
- Não use o chuveirinho do vaso sanitário para lavar a vagina internamente. A água remove as bactérias e torna a área mais suscetível a infecções.
- A mulher possui uma lubrificação natural. Procedimentos que deixam a área genital ressecada podem levar a pequena rachaduras que são fonte de infecção.
- O lubrificante íntimo pode ser uma boa alternativa para manter a lubrificação da mulher durante a relação sexual.
- Procure sempre um médico aos primeiros sintomas atípicos e nunca faça a auto-medicação.
- Procure um médico regularmente, de seis em seis meses a um ano, para realizar os exames ginecológicos. Atenção: a prevenção é o conjunto de todos os procedimentos durante a consulta, incluindo a conversa com o ginecologista. Não apenas o exame citológico ou das mamas. - Para quem se sente à vontade, dormir sem calcinha é uma boa oportunidade para a pele da região genital respirar.
Dicas de Eduardo Roz
8 coisas que devem ser feitas antes de ir ao ginecologista

Ir ao ginecologista periodicamente é fundamental. Mas, quando a data da consulta se aproxima, algumas dúvidas costumam povoar a cabeça das mulheres:
“Devo ou não me depilar?”, “Posso manter relações sexuais no dia?”,É importante usar a ducha vaginal?”
Para esclarecer essas e outras perguntas, confira oito dicas do ginecologista Eliano Pellini, chefe do setor de saúde e medicina sexual da Faculdade de Medicina do ABC.
1) A mulher não precisa estar depilada para ir ao ginecologista. Os pelos, além de proteger, indicam ao médico a quantidade de hormônios femininos e masculinos. Se quiser, pode depilar-se sem excesso, evitando irritações, como é permitido no dia a dia. Ou seja, nada de opções artísticas, com formatos de flores e corações, hein? “A recomendação para ficar confortável com o biquíni ou a calcinha sem deixar a região exposta é depilar três dedos acima do clitóris e deixar dois dedos nas laterais. Os pelos não podem ser muito curtos, por isso, devem ter dois dedos de altura.”
2) Tire da cabeça a ideia de usar ducha vaginal. Ela prejudica o exame de papanicolau.
3) Tomar banho não atrapalha os exames. Siga o conselho anterior e use sabonetes com pH ácido (entre 3,5 e 5) sempre.
4) Se possível, urine antes da consulta. É que o instrumento que abre a vagina pode causar certo desconforto na bexiga, o que torna o exame mais incômodo. O papel higiênico ou o lenço úmido não pode ser esfregado, apenas deve tocar o local para absorver o líquido. “Caso contrário, os fragmentos do papel ficam colados e é preciso usar uma solução de soro para tirá-los, o que costuma deixar a mulher constrangida.”
5) Por mais que esteja com vontade, não tenha relações sexuais no dia anterior e, muito menos, no dia de ir ao médico. O esperma e a camisinha alteram o pH, e o contato sexual promove descamação da pele. Portanto, guarde suas fantasias e desejos para depois.
6) O ideal é agendar a consulta entre cinco a sete dias após a menstruação, quando as mamas estão mais macias. A menstruação pode atrapalhar a coleta de alguns exames.
7) Não use cremes vaginais por dois ou três dias.
8) Informe tudo ao médico, sem constrangimentos. A lista de detalhes importantes a serem informados conta com o uso de pílula e de antibióticos, contato com doenças sexualmente transmissíveis, cirurgia ginecológica, parto, aborto, desconforto sexual, dificuldade para colocar ou retirar absorvente interno, entre outros.

Comentários

Mais Postagens

 
VGitana © 2008/2012 Todos os direitos reservados, Re-Design e Manutenção By Vaulíria Singer(VGitana) |